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	<title>Revista B [online]</title>
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	<description>O portal da Revista B</description>
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		<title>Buenas Artes</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 11:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura B]]></category>
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		<description><![CDATA[Pelos caminhos da arte latino-americana - Buenos Aires irradia arte e inovação. É o que confirma o lindo conjunto do Faena Arts Center. O local fica em Puerto Madero ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Pelos caminhos da arte latino-americana</h4>
<h6>POR BIANCA COUTINHO DIAS</h6>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_011.jpg"><img class="postimg" title="Ernesto Neto - O Bicho Suspenso na Paisagem 2011" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_011.jpg" alt="" width="540" height="404" /></a></p>
<h6>Ernesto Neto O Bicho Suspenso na Paisagem 2011</h6>
<p>Buenos Aires irradia arte e inovação. É o que confirma o lindo conjunto do FAENA ARTS CENTER. O local fica em Puerto Madero &#8211; região portuária recentemente revitalizada e transformada em bairro moderno, cheia de escritórios, restaurantes e lojas.</p>
<p>Sobe-se uma pequena escadaria, cruzam-se as portas da entrada de um grandioso salão &#8211; que, no começo do século XX era a sala das máquinas de um moinho – e se é surpreendido por O BICHO SUSPENSO NA PAISAGEM, obra de ERNESTO NETO especialmente montada para a inauguração do espaço: uma gigantesca rede suspensa, imensa tela feita de fios de polietileno pendurada no teto, recheada de bolas de plástico. Cordas &#8211; cinza, verde, rosa e amarelo &#8211; costuradas em crochê, formando um enorme túnel suspenso no ar. No “piso” do túnel, bolas de plástico cinza, como pedras. Do lado de fora, grandes pedras, estas de verdade, presas nas extremidades dos crochês. O visitante é convidado a adentrar no túnel e passear naquele estranho jardim e, ao andar “sobre-dentro” da obra, produzir ruídos instigantes, como uma chuva inesperada. O bicho suspenso – que teve a curadoria de Jessica Morgan, da Tate Modern Londres – é a única peça em exposição e ocupa todo o salão.</p>
<p>O trabalho de Ernesto Neto faz, do corpo, suporte e extensão do mundo que o descentraliza, questão principal da arte contemporânea. Leva, assim, a repensar o lugar e a dimensão do próprio gesto do artista, com todos os signos em rotação, como uma construção poética de Octavio Paz.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_021.jpg"><img class="postimg" title="Ernesto Neto - O Bicho Suspenso na Paisagem 2011" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_021.jpg" alt="" width="540" height="394" /></a></p>
<h6>Ernesto Neto &#8211; O Bicho Suspenso na Paisagem 2011</h6>
<p>Nessa nova relação com o corpo e com a linguagem, o sujeito instaura novas demandas. O mal-estar contemporâneo, oriundo do descentramento desse sujeito, aponta para inúmeras direções e manifestações simbólicas, que abandonam uma vertente de representação estática e se encaminham para um “corpo-vertigem”, deslocado e em constante mudança. E é justamente este o corpo que caminha pelo bicho suspenso na paisagem e, no seu caminhar, modifica e dá vida à obra, muda e radicaliza formas e formatos, interferindo diretamente na instalação.</p>
<p>A produção de sentidos novos, recriação de mundos a partir da interferência do espectador com seu corpo, sempre esteve presente na obra de Ernesto Neto.</p>
<p>Jacques Lacan refere-se ao gesto como o passar de uma página, algo capaz de mudar o sujeito. O encontro com o corpo deambulante, na estrutura imensa de uma trilha de crochê suspensa no ar, oferece possibilidades de ressignificação do real e de encontro com o outro. Na arte, afinal, o sujeito se perfila como nada além de um efêmero efeito, surgindo num circuito que necessita do outro e só com ele se completa.</p>
<p>Entre as tramas de Ernesto Neto, encontramos esse sujeito que caminha, não mais diante de um olho fixo e estável numa organização perspectiva, e nem no espelhamento com o mundo, mas delineado num espaço de perda, lugar que representa a ausência em que estamos situados, que nos leva a dois ensinamentos de Freud: primeiro, o de que é ao próprio núcleo da constituição subjetiva – o Édipo, ficção que efetiva a perda, a dor, a castração – que se refere tal efeito; segundo, o de que se trata, quando somos tocados por uma obra, de uma verdadeira captura – ergreifung.</p>
<p>A obra seria, então, uma espécie de armadilha para o sujeito, uma captura deste que estaria, com sua dor e beleza, escondido de si mesmo. Captura do outro no eu, comemorando seu nascimento, sempre doloroso e traumático, mas efetivo. Quem apenas olha, não captura e nem é capturado. Deve-se entrar dentro dela, caminhar, ato que soa subversivo, que se torna um eterno mover-se num lugar incerto e móvel, paradigma a mostrar que não há ponto seguro de apreensão do inconsciente, que não é seu próprio centro, mas remete ao campo do Outro. Na tentativa de encontrar um ponto em que se possa apoiar com firmeza, nos perde-mos de nós mesmos, o corpo se torce e contorce, entra em fluxo com as teias de crochê e, desbussolado, caminha entre a floresta e a cidade.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_051.jpg"><img class="postimg" title="MALBA" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_051.jpg" alt="" width="540" height="295" /></a></p>
<p>O MALBA – MUSEU DE ARTE LATINOAMERICANA DE BUENOS AIRES &#8211; é jovem, de arquitetura limpa. Com obras bastante impactantes e acervo diversificado, possui trabalhos de grandes artistas como os mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera, os uruguaios Joaquín Torres-García e Rafael Barradas, os argentinos Antonio Berni e Guillermo Kuitca e o brasileiro Candido Portinari.</p>
<p>Dentre muitas obras preciosas, merece menção o trabalho de GUILHERMO KUITCA, em que memória e perda se entrelaçam. Suas primeiras realizações demonstram influências recebidas do meio teatral – mapas, teatros, peças – além da literatura e da música popular.</p>
<p>Kuitca explora a linha de fuga entre os espaços público e privado, e revela sua memória pessoal e interesse pela arquitetura e topografia. Seus mapeamentos nascem de sua própria história, sob efeitos dos traumas do Holocausto, o que pode ser visto em Kristallnacht, grande pintura vertical de 1992. Melancolia, tristeza, perda, desejo, medo, são sentimentos que o artista embute de forma particular nos espaços que retrata.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_061.jpg"><img class="postimg" title="Rafael Barradas - Quiosco de canaletas  1918" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_061.jpg" alt="" width="350" height="269" /></a></p>
<h6>Rafael Barradas &#8211; Quiosco de canaletas 1918</h6>
<p>Outro artista com muito a dizer é RAFAEL BARRADAS (1890/1929). O pintor uruguaio revela em suas telas a alma humana de figuras que exalam humanidade, em suas existências puras e simples. O homem que espera, talvez sem nem saber o que. Um olhar revelando alguma amargura. O esperar sem expectativa. Uma velha sensação sempre presente. Não há, aparentemente, maiores questionamentos. A vida está ali, tal e qual é vivida. Não há ideia nova. Não há algo diferente. E, estranhamente, tudo é novo e diferente a cada vez.</p>
<p>Em outra seara, esta mais política e questionadora, encontramos um grupo da arte político-social da América Latina: um argentino, um brasileiro e um mexicano – ANTONIO BERNI, CÂNDIDO PORTINARI e DIEGO RIVERA. Em seus legados, retratos de tempos tristes e obscuros da história latinoamericana – golpes militares, tortura, crises políticas e sócio-econômicas, desigualdades.</p>
<p>Numa vertente de síntese de elementos de uma América que, provavelmente, só a arte moderna pode realizar, encontramos WIFREDO LAM, artista que articula de maneira única e inconfundível a força libertária do surrealismo. Numa energia tão forte quanto a de Picasso, sua particular mística e mítica dos trópicos conduz a uma perturbadora e profunda visão de nós mesmos. Em sua obra há a agressividade selvagem que irrompe e destrói qualquer lugar comum. Wifredo lidou com imagens surreais com coragem impressionante. Injustamente eclipsado pelos europeus, nenhum artista moderno latino-americano absorveu a potência do surrealismo como ele.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_031.jpg"><img class="postimg" title="Maria Martins - O Impossível  1940" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_031.jpg" alt="" width="350" height="455" /></a></p>
<h6>Maria Martins &#8211; O Impossível  1940</h6>
<p>Dentre as grandes obras do Malba destaca-se a escultura o Impossível, da brasileira MARIA MARTINS: uma figura feminina entrelaçada a uma masculina, em confronto perpétuo. Cabeças, no dizer do teórico da arte Francis Naumann, carregando vazios, dos quais se projeta uma série concêntrica de tentáculos. O conflito eterno e a impossibilidade retratada na obra, talvez sejam mostras da realidade de Maria Martins que, à época, travou um relacionamento com Marcel Duchamp.</p>
<p>Maria Martins executou versões distintas da obra, todas de forma única, ou seja, não são cópias obtidas de um mesmo molde. Na técnica usada pela artista, tanto o gesso original como o revestimento de cera se perdem no processo de criação. A obra exposta no Malba é de gesso e impressiona pela agonia presente no corpo retorcido e pela beleza convulsiva da circulação da energia erótica.</p>
<p>Numa nota publicada na revista Time, a escultura é descrita como duas tempestades de neve antropomórficas, admitindo que a artista propusera uma interpretação menos literal: o mundo é complicado e triste e é quase impossível fazer com que as pessoas se entendam.</p>
<p>O trabalho expõe a falta lacaniana relacionada ao desejo. Os volumes são tratados com energia libidinal, moldados com a plasticidade da libido e corpos vibráteis. O desejo enreda e encaixa, prende, tem capilaridades e meandros, atua por teias e tramas, projeta rizomas. As duas cabeças ocas e sem feições que se envolvem, ora se atraindo, ora se repelindo, não deixam de aludir ao relacionamento que Maria travava com Duchamp.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_041.jpg"><img class="postimg" title="Tarsila do Amaral - Abaporu 1928" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_041.jpg" alt="" width="350" height="410" /></a></p>
<h6>Tarsila do Amaral &#8211; Abaporu 1928</h6>
<p>É um poema escultórico em que o ato de violência reside na conquista de novas formas e movimentos. Há ali a “inquietante estranheza” de Freud. Articulações enigmá-ticas que desconcertam o olhar, embate entre sintaxe e sentido. A violência do desejo, a inquietude provocada pelo outro, a impossibilidade da fusão amorosa, a solidão de cada um, o descompasso do tempo – tempo do desejo que se apresenta de um lugar inesperado pelos dois, o do real.</p>
<p>Passear pela arte é andar por terrenos insondáveis, que escancaram o monstruoso e a paisagem defeituosa da existência. Diante do real que nos assola ou do assombro que nos toma, lembramos de Rilke: a arte é aquilo que nos permite contemplar o terrível, sem ser por ele destruído.</p>
<h6><a title="Faena Arts Center" href="http://www.faenaartscenter.org/" target="_blank">Faena Arts Center</a> | <a title="Malba" href="http://www.malba.org.ar/" target="_blank">Malba &#8211; Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires</a></h6>
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		<title>Top5 das feiras mundiais</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 13:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho B]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[IMM]]></category>
		<category><![CDATA[Maison & Objet]]></category>

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		<description><![CDATA[Os melhores lançamentos das feiras de design e decoração internacionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>por heloisa righetto</h6>
<h3>Os melhores lançamentos das feiras de design e decoração internacionais</h3>
<p>A turma do design de interiores enfrentou uma maratona de feiras na Europa nos últimos meses, como a IMM em Colônia (a segunda maior feira de mobiliário do mundo), a tradicional Maison &amp; Objet em Paris e a Ambiente, em Frankfurt. Apesar de cada uma delas ter um perfil diferente – portanto atraindo públicos com interesses variados – todas são palco de lançamentos de tendências. E não é para menos, já que marcas bacanérrimas, como a francesa Ligne Roset e a italiana Skitsch, utilizam esses eventos como plataforma para mostrar suas mais recentes coleções, geralmente fruto da colaboração com designers renomados e também em início de carreira.</p>
<p>Escolhemos as top 5 marcas (e suas novas coleções, claro!) entre essas três feiras, que resumem perfeitamente os conceitos em voga na decoração: conforto, design inteligente, atenção ao detalhe e bom uso da cor.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_01.jpg"><img class="postimg" title="Poltrona Frolla" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_01.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a></p>
<h4>01. Poltrona Frolla | de Folco Orlandini e Andrea Radice para Skitsch (lançada na IMM, Colônia)</h4>
<p>Apesar de ter o conceito inspirado nas cadeiras tipo “saco”, a poltrona Frolla tem uma certa delicadeza, incomum nesse tipo de peça. O segredo não é apenas o formato mais estruturado (menos desengonçado!) mas também a tapeçaria, ou melhor, os detalhes da tapeçaria. A costura exposta faz parte do design, e a impressão é que a poltrona foi personalizada, feita a mão. Além da versão com as tiras de couro entrelaçadas, há também um modelo com pes-ponto em azul fluorescente e botões como acessórios puramente estéticos &#8211; influência do mudo da moda?</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_02.jpg"><img class="size-full wp-image-1436 alignnone" title="Tapetes Chevalier Édition" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_02.jpg" alt="" width="450" height="532" /></a></p>
<h4>02. Linha de tapetes Chevalier édition | (expostos na Maison &amp; Objet, Paris)</h4>
<p>A francesa Chevalier édition apostou em cores vibrantes para sua linha de tapetes. Mesmo os tons pastel ganharam um toque fluorescente, fazendo com que as formas geométricas básicas que aparecem ora nas estampas ora no formato ganhassem uma cara mais moderna, atual. O desenho atípico de algumas peças, como o que imita o tramado do nó que forma o próprio tapete, também merece destaque. Os belíssimos tapetes, criados por designers como Samuel Accoceberry e Sylvain Willenz, são verdadeiras obras de arte para o chão.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_03.jpg"><img class="postimg" title="Blue D1653" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_03.jpg" alt="" width="450" height="160" /></a></p>
<h4>03. Coleção Blue D1653 | da Royal Delft (lançada na Ambiente, Frankfurt)</h4>
<p>Quem já visitou a Holanda sabe como as porcelanas pintadas a mão, provenientes da cidade de Delft, são um ícone do país. As peças azuis e brancas tem sido fabricadas há centenas de anos, mas poucas são as empresas que sobreviveram desde o século 17, como a Royal Delft. De enfeites de natal e linhas de mesa a bijuterias e souvenirs, são milhares de itens produzidos com o mesmo rigor e qualidade de tanto tempo atrás.</p>
<p>O segredo para se manter no topo? Apostar na renovação aliada a tradição. A coleção Blue D1653 é resultado dessa aposta, e une o melhor dos dois mundos: a combinação clássica do azul e branco – tradição – e peças com formas modernas, para necessidades atuais – renovação. O centro de mesa redondo com o meio vazado e o trio de garrafas para armazenar alimentos são bons exemplos desse encontro de sucesso.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_04.jpg"><img class="postimg" title="Soil" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_04.jpg" alt="" width="450" height="390" /></a></p>
<h4>04. Soil | (expôs na Ambiente, Frankfurt)</h4>
<p>Soil é uma marca japonesa que acaba de se lançar no mercado internacional, e não apenas levou para sua primeira participação em feiras uma linha de produtos, mas também um novo material. Feito de componentes biodegradáveis e dissecantes, o diatomaceus earth é altamente absorvente, portanto ideal para fabricação de acessórios para cozinha e banheiro, como saleiro, pimenteiro e porta sabonetes.</p>
<p>Apesar do destaque ser a matéria-prima, o design minimalista e extremamente funcional, bem característico do Japão, é outro ponto alto nos produtos da Soil.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_06.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1440" title="OKUMI - LIGNE ROSET" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_06.jpg" alt="" width="450" height="440" /></a></p>
<h6>OKUMI &#8211; LIGNE ROSET</h6>
<h4>05. Coleção 2012 da Ligne Roset | (lançada simultaneamente na IMM e Maison &amp; Objet)</h4>
<p>Um dos lançamentos mais esperados do início do ano, a coleção nova da Ligne Roset ultrapassa 100 peças, desenvolvidas por 80 designers, renomados e iniciantes. Entre acessórios decorativos e itens de mobiliário, é possível decorar a casa inteira. A poltrona Okumi, do Studio Catoir, é uma das âncoras da coleção, e alia a contemporaneidade da marca com detalhes elegantes, como o tecido estampado no “verso” da cadeira e a estrutura colorida. Segundo os designers, o estofamento “largado” que imediatamente remete a conforto, foi inspirado no kimono japonês.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_05.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1441" title="SEREPENTINE - LIGNE ROSET" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_05.jpg" alt="" width="480" height="267" /></a></p>
<h6>SEREPENTINE &#8211; LIGNE ROSET</h6>
<p>Conforto é também palavra-chave na cadeira para área externa Serpentine, de Éléonore Nalet. A jovem designer lançou um protótipo da cadeira ano passado, e atraiu o interesse da Ligne Roset, que assumiu a produção. As almofadas que compõem o encosto são entrelaçadas na estrutura e podem ser removidas para lavagem.</p>
<p>Ainda na categoria assentos, a poltrona Fifty (da designer islandesa Dogg Gudmundsdottir em parceria com o estúdio Arnved Design) tem um pé no passado - graças as proporções exageradas das “asas” laterais, que remetem ao design da década da 50 – mas as cordas entrelaçadas que fazem as vezes de assento/encosto entregam que a peça é sim uma criação contemporânea.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_07.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1442" title="Fifty - LIGNE ROSET" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_b_07.jpg" alt="" width="450" height="351" /></a></p>
<h6>fifty &#8211; LIGNE ROSET</h6>
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		<title>O Intangível da Imagem</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 12:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura B]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Brígida Baltar]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotografar o intangível num olhar que captura a sutileza do espaço e do inassimilável: “olhar-neblina”, “olhar-orvalho”, “olhar-maresia”...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>Por BIANCA COUTINHO DIAS</h6>
<h3><span style="color: #000000;">Brígida Baltar</span></h3>
<p><span style="color: #000000;"><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_011.jpg"><img class="postimg" title="A Coleta da Maresia, 2001 Brígida Baltar" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_011.jpg" alt="" width="400" height="278" /></a></span></p>
<h6><span style="color: #000000;">A Coleta da Maresia, 2001 &#8211; Brígida Baltar</span></h6>
<p>Fotografar o intangível num olhar que captura a sutileza do espaço e do inassimilável: “olhar-neblina”, “olhar-orvalho”, “olhar-maresia”. É assim que nos chega o trabalho da fotógrafa BRÍGIDA BALTAR.</p>
<p>Jacques Lacan, psicanalista francês, disse que “o olhar é o instrumento pelo qual a luz se encarna, e pelo qual sou fotografado”. Na fotografia de Brígida Baltar, ou na escrita da luz, há a tentativa de pegar o que escapa, mas que incide sobre a subjetividade. Esta é uma das maneiras pelas quais, Lacan retoma a célebre passagem de Freud sobre a “sombra do objeto que cai sobre o eu”.</p>
<p>No ato de coletar, diversas vezes, neblina, orvalho e maresia em variados recipientes de vidro (frascos, tubos, potes), registrando tudo em fotografias e filmes, Brígida talvez se engendre nesse corpo que se lança ao impalpável e ao intangível, em busca de contornar algo dessa sombra que não se captura, disso que é tentativa com bruma melancólica.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_021.jpg"><img class="postimg" title="A coleta da  neblina,  1996-2001 Brígida Baltar" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_021.jpg" alt="" width="400" height="280" /></a></p>
<h6>A coleta da neblina, 1996-2001 &#8211; Brígida Baltar</h6>
<p>UMIDADES é o nome do projeto formado por essas coletas. Uma tentativa, talvez, de apreender, simbolicamente, efêmeros fatos naturais, com o próprio corpo de Brígida e de outras coletoras, se apresentando, também, como um efeito natural insondável.</p>
<p>É o olhar da fotógrafa a expandir as pequenas ações de armazenamento poético de substâncias encontradas em casa &#8211; pó desprendido de tijolos, cascas de tinta, gotas de chuva que caem por frestas no telhado. A casa, aqui, se aproxima simbolicamente do corpo em jogo nas coletas, a capturar o que sempre escapa ao aprisionamento material, aquilo que tratamos com desejo para responder ao terrorífico do natural, aquilo que acossa e interroga, quando em contato com a linguagem.</p>
<p>Nesse desnível é que se situa o trabalho da artista que, diante das imagens chapadas, instala uma outra dimensão: a do oco, do incapturável, da fresta, da bruma. Seu ato traz, em potência, uma alegoria daquilo que tentamos recolher de real da vida: em suas coletas de umidade existe a zona enigmática do que reside entre o corpo e o mundo, entre o que se vê e o que quase escapa. São gestos que tornam visível o que é quase transparente a olhos acostumados apenas ao que é contíguo e sujeito ao tato. São representações suspensas no vazio. Vazio do sujeito que se desfaz no intervalo fugidio entre dois significantes.</p>
<p>São quase como palavras suspensas no limbo da linguagem, nessa bruma evanescente da linguagem, sustentadas pelo estilo. E é nesse embate com o indizível, na luta de coletar o intangível, que uma singularidade irredutível se faz no encontro-limite com a impossibilidade de dizer e de aprisionar. Aí reside a força expressiva de sua fotografia: nos índices, nos rastros sensoriais de um momento e de um lugar &#8211; temperatura, sons, cheiros.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_031.jpg"><img class="postimg" title="Coleta do  Orvalho,  1994-2001 Brígida Baltar" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_031.jpg" alt="" width="400" height="266" /></a></p>
<h6>Coleta do Orvalho, 1994-2001 &#8211; Brígida Baltar</h6>
<p>Brígida se apropria, assim, de uma interrogação da arte contemporânea que, como dispositivo de pensamento, vem interrogar e atribuir novos significados a esse ato e aos signos, não só as que fazem parte da história da arte, mas também as que habitam o cotidiano. A arte contemporânea se situa justamente aí e vem propor o estranhamento ou o questionamento da linguagem da qual se utiliza.</p>
<p>O trabalho de Brígida se apresenta mais no espanto com o mínimo, na sutileza do entre-lugar, oscilando entre estados de prazer, medo ou melancolia &#8211; marcas impossíveis de partilhar plenamente com alguém. São ações descarnadas e abstraídas de tempo e espaço. Mais do que somente registro de algo que é externo, vem questionar o próprio visível, alterar a percepção, propor um enigma e não mais uma visão pronta do mundo. É uma experimentação poética do mundo, que faz lembrar Manoel de Barros e seu livro sobre o nada &#8211; essa coisa nenhuma, sem utilidade, “um abridor de amanhecer”, “um alarme para o silêncio”, em que toda a significação se estanca e de onde se avança apenas pela ficção. Uma poética de escutar pedras, de ser árvore, de ler avencas, recolher neblina e orvalho e fazer do estilo um estigma que arranha ao léu, arrisca o traço, toca a imagem.</p>
<p>Das matérias coletadas surge uma poética única, feminina, oscilante: a maresia espessa; a neblina densa que oculta, mais que as outras, o entorno de quem nela adentra; o espaço úmido, o orvalho cobrindo o mundo com uma camada fina de água. São coletas de umidade, são diferentes temporalidades poéticas. A coleta da neblina – feita em meio à névoa cerrada – parece ocorrer em um tempo suspenso e imóvel. Recolher o orvalho, sugere – mais pelas roupas do que pelos estranhos objetos coletores utilizados – ter sido realizada em um instante por vir ainda. Coletar a maresia remete sutilmente ao passado com a luz azulada de fotografias e filme – reflexos do oceano e do céu aberto que o encobre – funcionando como um filtro nostálgico, que estabelece um vínculo com a memória na tentativa de configurar uma identidade possível. Essas marcas de desgaste, ruptura, impermanência e intangibilidade se apresentam em condições limítrofes: quando ela está em praias, se espremendo na faixa estreita que aparta mar e cidade; realizada ao amanhecer, iluminada, simultaneamente, pela luz natural ainda fraca e por luz longínqua que vem dos postes que restam acesos na orla como um sonho distante.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_04.jpg"><img class="postimg" title="Casa de Abelha,  2002 Brígida Baltar" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_04.jpg" alt="" width="400" height="266" /></a></p>
<h6>Casa de Abelha, 2002 &#8211; Brígida Baltar</h6>
<p>Entre gestos firmes e delicados, Brígida segue coletando pedaços e recortes poéticos do mundo, correndo sobre a areia úmida, executando uma coreografia improvisada ou, vez por outra, entrando no mar frio. Ela e as coletoras parecem integrar a paisagem naturalmente, trazendo, do passado sereno e impreciso que evocam, a promessa impossível de um corpo desregulado ou, ainda parafraseando Lacan, elevam a língua “à dignidade do indizível”, do objeto perdido, do pulsional em seu efeito sublimatório que se sustenta sobre nada, porque imagem aqui é linguagem e o fazer poético do ato da artista instaura novas e absurdas realidades, quebra sentidos, tem potência disruptiva, confirmando o dito do pintor expressionista Paul Klee -: “A arte não reproduz o visível, ela faz visível.”</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre (a) Vida</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 16:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Respiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu os vejo... Eu os vejo com sua fome sadia buscando o seio quente e farto, os pezinhos de pão de queijo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>texto e ilustração: regina maria amorim vieira</h6>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_abre.png"><img class="postimg" title="Ilustração: regina maria amorim vieira" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_abre.png" alt="" width="540" height="778" /></a></p>
<p>Eu os vejo&#8230;</p>
<p>Eu os vejo com sua fome sadia buscando o seio quente e farto, os pezinhos de pão de queijo, as mãozinhas de todo o desconexo gesto, asas agitadas no tempo novo.</p>
<p>Eu os vejo chegando como chegam os filhos do mundo&#8230; sem medo, sem pressa, certezas de acolhimento, calma e colo.</p>
<p>Passos incertos apoiados à grande mão, o banho quente, a sopinha qual galáxia de fazer vida boa, povaréu de letrinhas e estrelas cadentes espiralando fumaças risonhas no prato asseado.</p>
<p>O sono dossel de nuvens, depois do afago e do brinquedo.</p>
<p>Mas&#8230; eu os vejo&#8230; tudo foi só frio medo, a gente grande desparida de si mesma, o colo fundo poço&#8230; precipício&#8230;</p>
<p>Tudo foi só dor, indignado choro, vazia a fome, entorpecido o sono sem cansaço.</p>
<p>Eu os vejo&#8230;</p>
<p>E, precisam morrer, acabar, desaparecer&#8230;</p>
<p>Rebarba, lixo, refugo, escória&#8230; aterradores e cruéis.</p>
<p>Eu ainda os vejo&#8230;</p>
<p>Eles eram crianças, nossos filhos, aqueles que não queremos ver e, no entanto, estão pirogravados, fogo e ausência, nos corpos agressivos que sufocaram um dia para sobreviverem, pedra e pesadelo.</p>
<p>Eu os vejo&#8230;</p>
<p>Os vejo na massa densa e vermelha que grita e brandi armas, diástole de mais fácil desviver, defendidos, pezinhos de pão de queijo, as mãozinhas de dançar esperas, os rostinhos de bochechas pandas, os pequenos olhos para as grandes miradas&#8230;</p>
<p>Todos os dias desfilam diante de nosso medo para matar ou morrer.</p>
<p>São nossos filhos, foram crianças, as crianças que ninguém viu.</p>
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		<title>Criatividade em fios</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 13:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estilo B]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Moda Têxtil]]></category>

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		<description><![CDATA[Atualmente, a Indústria Têxtil é o que há de mais efervescente no universo da moda, criatividade e novos materiais para a composição de tecidos agitam as passarelas mundiais ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>por Gabriela Braga Rodrigues</h6>
<p>Atualmente, a Indústria Têxtil é o que há de mais efervescente no universo da moda, criatividade e novos materiais para a composição de tecidos agitam as passarelas mundiais, garantindo o sucesso das coleções.</p>
<p>No movimento global, identificamos um olhar atento de indústrias e afins para o quesito criatividade têxtil, reconhecendo a importância de novas mentes criativas e do processo de formação dos estudantes. Essa visão pode ser traduzida em iniciativas práticas para o mundo da moda.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_01.jpg"><img class="postimg" title="Dragão Fashion Brazil - Católica do Ceará" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_01.jpg" alt="" width="550" height="832" /></a></p>
<h6>Dragão Fashion Brazil &#8211; Católica do Ceará</h6>
<p>“Geralmente, os jovens talentos não têm preconceitos, buscam sempre novas soluções, vão além do que está sendo solicitado. No ano passado, os nossos alunos realizaram um trabalho de conclusão de ano aplicando seus primeiros conhecimentos e contatos com a indústria têxtil, produzindo três tecidos a partir de um tema escolhido. O resultado foi uma série de tecidos feitos a partir de materiais como silicone, barbante, palha de seda, luva cirúrgica e sisal. Cada aluno construiu seus tecidos além de aplicá-los em croquis”, explica Tais Remunhão professora de Tecnologia Têxtil da Faculdade Santa Marcelina, a mais prestigiada escola de Moda do Brasil, em São Paulo.</p>
<p>Em 2011, as empresas italianas Consorzio Promozione Filati, Toscana Promozione, Regione Toscana, Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE) e Pitti Immagine, decidiram juntar estudantes de Moda das melhores escolas ao redor do mundo em uma competição têxtil em tricô e malharia.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_02.jpg"><img class="postimg" title="Pitti Filati 70 " src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_02.jpg" alt="" width="550" height="368" /></a></p>
<h6>Pitti Filati 70</h6>
<p>Os estudantes selecionados nas instituições de ensino das 5 cidades: Nova York, Londres, Tókio, Beijing e São Paulo, passam uma semana de Março em Prato, cidade na região de Toscana – Itália, conhecendo os tecidos e fios da indústria nacional para em seguida escolher os materiais e usá-los na confecção de três modelos exclusivos que serão apresentados na competição Feel the Yarn (“Sinta o Fio”) durante a feira Pitti Filati, em Julho. As criações são avaliadas por aproximadamente 500 compradores da indústria têxtil italiana, além de um júri técnico internacional.</p>
<p>No ano passado, 21 finalistas apresentaram seus tecidos desenvolvidos com materiais dos fornecedores da feira Pitti Filati, a vencedora foi Soojin Kang, estudante da Parsons The New School of Design &#8211; New York, apresentou em suas peças a utilização do Lurex em tricô, dando um toque de brilho e uma mistura das estações verão e inverno.</p>
<p>No Brasil, em Fortaleza, a competição chamada ‘’Artesanias Identidades da Moda”, organizada pelo Dragão Fashion, também já está de olho nos estudantes. Cada Faculdade de Moda do país tem direito de enviar um grupo para participar e concorrer a um desfile ao lado de nomes como Lino Villa-ventura e Walério Araújo. Em 2011, alunos da Faculdade Católica do Ceará foram os vencedores da competição com uma coleção intitulada “Mulheres Cabaça”, que retratou a mulher guerreira e, ao mesmo tempo, delicada. Recortes e estruturas rígidas foram a base de toda a coleção.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_03.jpg"><img class="postimg" title="Airborne de Hussein Chalayan " src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_03.jpg" alt="" width="550" height="582" /></a></p>
<h6>Airborne de Hussein Chalayan</h6>
<p>Sustentabilidade e aproveitamento de materiais descartados são práticas cada vez mais reconhecidas na indústria da moda e estão presentes no trabalho de novos talentos, que buscam seus diferenciais em soluções criativas para o desenvolvimento de tecidos inovadores.</p>
<p>João Antonio Pereira, 24 anos de idade e Diretor do “WS Tecelaria”, foi vencedor de um prêmio no “XII Prêmio House &amp; Gift de Design” com seu tecido inovador utilizando fita de VHS como fio em um tecido para almofadas e mantas. A fita deu um brilho intenso ao tecido, importante diferencial, além de conciliar o conceito de sustenta-bilidade com a utilização de um material descartado. O brilho, que é uma das mais etéreas tendências, continua em alta.</p>
<p>Hussein Chalayan, estilista visionário mundialmente conhecido sabe misturar a dose certa de arte, moda e tecnologia. Entre seus trabalhos inovadores encontramos uma série de roupas feitas com LED em colaboração com a Swarovksi. Essas criações apresentadas em Tokyo, hoje são parte do display do Design Museum em Londres.</p>
<p>Trabalhos inovadores surpreendem o público e se tornam matérias-primas necessárias na indústria da moda, consolidando o movimento cíclico de tendências do mercado sem deixar de fora os avanços criativos de novos profissionais que se des-tacam nesse universo tão disputado!</p>
<h3>Três eventos imperdíveis do setor</h3>
<h4>Pitti Immagine Filati</h4>
<h6>Pitti Immagine Filati é o principal evento internacional da indústria de fios e tricô. Um observatório sobre as pesquisas e tendências de estilo de vida global, a Pitti Filati apresenta para estilistas, designers e compradores das principais marcas de moda, um conjunto de produções e criações em fios com qualidade e excelência internacional.<br />
<a title="Pitti Immagine Filati" href="http://www.pittimmagine.com" target="_blank">pittimmagine.com</a></h6>
<h4>Dragão Fashion</h4>
<h6>O maior evento da indústria da moda do Nordeste e um dos principais do cenário conceitual brasileiro, o Dragão Fashion Brasil atrai grandes profissionais do Brasil e do mundo, além de projetar novos talentos. Com grandes marcas do Nordeste, a força do DFB está no intercambio de experiências, concepções e cultura, sendo um encontro da moda criativa.<br />
<a title="Dragão Fashion" href="http://www.dragaofashion.com.br" target="_blank">dragaofashion.com.br</a></h6>
<h4>Prêmio House e Gift de Design</h4>
<h6>O Prêmio House &amp; Gift de Design é destinado à criação e inovação de produtos do setor de artigos para casa, dentro dos conceitos de forma e função. As peças que obtém as melhores avaliações obtém o reconhecimento dos profissionais do setor e do mercado, criando tendências e fazendo parte da definição de estilo contemporâneo de design no Brasil.<br />
<a title="House e Gift" href="http://www.grafitefeiras.com.br" target="_blank">grafitefeiras.com.br</a></h6>
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		<title>Tribal</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 11:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lado B]]></category>
		<category><![CDATA[Shooting]]></category>

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		<description><![CDATA[Shooting produzido por Jonas Oliver e Sara Darling com fotografia de Darren Black]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>por Jonas Oliver</h6>
<h6>fotógrafo Darren Black<br />
estilista Sara Darling<br />
maquiagem Jonas Oliver usando Mac<br />
assistente Alfonso Bessy<br />
Modelos<br />
Elliot Stevens @ Select<br />
Ralf Javoiss @ M + P</h6>

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	<!-- Thumbnails -->
		
	<div id="ngg-image-150" class="ngg-gallery-thumbnail-box" style="width:25%;" >
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			<a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/31_02.jpg" title="Ralf veste
Calças w/attached 
Saia Shinsuke Mitsuoka
Botas Dr Martens
Elliot veste
Calças Asher Levine
Top Asger Juel Larsen
Botas Beyond Retro " class="shutterset_set_22" >
								<img title="Lado B 31 - 02" alt="Lado B 31 - 02" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/thumbs/thumbs_31_02.jpg" width="100" height="74" />
							</a>
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	</div>
	
		
 		
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			<a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/31_03.jpg" title="Elliot veste
Jaqueta Aqua
Scarf Martine Rose
Calças w/chain Asger Juel Larsen
Botas Beyond Retro" class="shutterset_set_22" >
								<img title="Lado B 31 - 03" alt="Lado B 31 - 03" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/thumbs/thumbs_31_03.jpg" width="100" height="74" />
							</a>
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			<a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/31_01.jpg" title="Ralf veste
Camisa Rascals
Calças Izzue
Botas Dr Martens" class="shutterset_set_22" >
								<img title="Lado B 31 - 01" alt="Lado B 31 - 01" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/thumbs/thumbs_31_01.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
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		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/31_04.jpg" title="Ralf veste
Camiseta Izzue
Calças T Lipop" class="shutterset_set_22" >
								<img title="Lado B 31 - 04" alt="Lado B 31 - 04" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/thumbs/thumbs_31_04.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
				<br style="clear: both" />
	
 		
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		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/31_05.jpg" title="Elliot veste
Denim jacket Martine Rose
Camiseta Martine Rose
Shorts Sixpack France" class="shutterset_set_22" >
								<img title="Lado B 31 - 05" alt="Lado B 31 - 05" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/thumbs/thumbs_31_05.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
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			<a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/31_06.jpg" title="Ralf veste
Camiseta Kokon To Zai
Calças Martine Rose
Botas Dr Martens
Bracelete Tamzin Lilywhite" class="shutterset_set_22" >
								<img title="Lado B 31 - 06" alt="Lado B 31 - 06" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/thumbs/thumbs_31_06.jpg" width="100" height="74" />
							</a>
		</div>
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	<div id="ngg-image-155" class="ngg-gallery-thumbnail-box" style="width:25%;" >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/31_07.jpg" title="Elliot veste
Capuz e cinto Kokon To Zai
Calças Izzue" class="shutterset_set_22" >
								<img title="Lado B 31 - 07" alt="Lado B 31 - 07" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/gallery/ladob31/thumbs/thumbs_31_07.jpg" width="100" height="75" />
							</a>
		</div>
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		<title>Ambiente &#8211; Vol1: Livros e Revistas</title>
		<link>http://www.revistab.com.br/index.php/2012/05/ambiente-vol1-livros-e-revistas/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 11:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho B]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Editor Pics]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de decoração]]></category>
		<category><![CDATA[Livros e Revistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Decorar é uma delícia, mas pode facilmente se transformar em uma frustração. Quantas vezes o provisório já virou definitivo e a caixa da mudança continuou no mesmo lugar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>por heloisa righetto</h6>
<p>Decorar é uma delícia, mas pode facilmente se transformar em uma frustração. Quantas vezes o provisório já virou definitivo e a caixa da mudança continuou no mesmo lugar por meses a fio? Quantas vezes você abandonou um projetinho “faça você mesmo” ou deixou a reforma da cozinha pela metade porque perdeu a empolgação? Nessa nova seção, vamos descomplicar a decoração e dar dicas fáceis, criativas e que podem transformar completamente um ambiente. Pra todo mundo perder o medo de botar a mão na massa e ser seu próprio decorador!</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_01.png"><img class="postimg" title="Desenho B - Ambiente | Ilustração Neni Almeida" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_01.png" alt="" width="550" height="653" /></a></p>
<p>Até mesmo uma anti-minimalismo como eu gosta de praticar o desapego decorativo de vez em quando: acho que acumular objetos por “pena” não está com nada. Mas admito que é difícil abrir mão de revistas e livros que, mesmo encostados e fechados há tantos anos, tem aquele charme e encantamento único. Todo mundo gosta de exibir suas leituras e mostrar um pouco de sua personalidade através da revista que lê. O problema é o espaço que elas ocupam!</p>
<p>Revistas e livros são grandes, pesados e não cabem em qualquer lugar. Problema decorativo e também ecológico, já que não e nada bacana jogar tanto papel fora, por mais reciclável que seja. A solução é contornar a desvantagem do armazenamento, transformando os contras em prós.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_02.png"><img class="postimg" title="Desenho B - Ambiente | Ilustração Neni Almeida" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_02.png" alt="" width="550" height="784" /></a></p>
<p>Descomplicando: a pilha de revistas é pesada, mas é resistente. Os livros já estão desatualizados, mas tem um visual bonito, tem cor. Pronto! A pilha virou móvel. São tantas funções que podemos atribuir a uma série de revistas ou livros empilhados, que é possível espalhar a coleção por toda a casa.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_03.png"><img class="postimg" title="Desenho B - Ambiente | Ilustração Neni Almeida" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/05/31_a_03.png" alt="" width="550" height="507" /></a></p>
<p>No quarto, vira mesa de cabeceira. Na sala, mesinha lateral ou um banquinho extra. Basta amarrar a pilha, como se fosse um presente, com aquele cinto que está no fundo do armário e saiu de moda faz tempo ou uma fita de cetim bem colorida, pra dar um contraste inusitado. E a ordem, a altura, a sequência, são as menores das preocupações. Essa é a chance de bagunçar, não seguir regras, brincar com a decoração. De um jeito ou de outro, vai sim ficar a sua cara!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Descortinando a arte</title>
		<link>http://www.revistab.com.br/index.php/2012/03/descortinando-a-arte/</link>
		<comments>http://www.revistab.com.br/index.php/2012/03/descortinando-a-arte/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 12:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura B]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Galeria]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Figueiredo Ferraz]]></category>
		<category><![CDATA[Ribeirão Preto]]></category>

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		<description><![CDATA[Grande parte da inspiração dos artistas se encontra na busca incessante pelo infinito próximo, espaços utópicos alcançáveis pela arte e pela imaginação ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>Por BIANCA COUTINHO DIAS | fotos: Mauricio Froldi</h6>
<h3>Instituto Figueiredo Ferraz</h3>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_01.jpg"><img class="postimg" title="Instituto Figueiredo Ferraz" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_01.jpg" alt="" width="550" height="346" /></a></p>
<p>Grande parte da inspiração dos artistas se encontra na busca incessante pelo infinito próximo, espaços utópicos alcançáveis pela arte e pela imaginação.</p>
<p>JOÃO FIGUEIREDO FERRAZ, colecionador com olhar preciso, fez a utopia possível em um novo espaço – o instituto que leva seu nome -, em que abriga parte do acervo de sua vasta coleção de arte contemporânea, numa construção que se flexibiliza em clima e luminosidade perfeitos.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_08.jpg"><img class="postimg alignleft" title="Tatiana Blass" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_08.jpg" alt="" width="270" height="407" /></a>Instalado num edifício vivo e de arquitetura pensada para acolher as obras, o INSTITUTO FIGUEIREDO FERRAZ se faz contingente, e nele adentramos um mundo de inspirações e referências que cruzam os limites predispostos, preconcebidos: uma grande plataforma, onde artistas diversos se comunicam pela brilhante disposição das obras no espaço, na curadoria sensível de AGNALDO FARIAS.</p>
<p>A própria construção, conjugada com a atmosfera delicada e cuidadosa da disposição topológica das obras, conduz ao amplo espectro de um refinado apreciador de artes, que seleciona o melhor.</p>
<p>João acompanhou a instalação de cada obra.</p>
<p>Com O Piano de TATIANA BLASS, viveu uma das dimensões mais prazerosas da fruição da obra de arte, que acontece, paradoxalmente, antes dela existir. Ocorre nos momentos inaugurais, e passa por etapas de experimentação de caminhos, apropriação de elementos, escolha de materiais adequados para expressar o conteúdo desejado.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_02.jpg"><img class="postimg" title="IFF" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_02.jpg" alt="" width="550" height="346" /></a></p>
<p>No Instituto Figueiredo Ferraz, de surpresa em surpresa, vai se descortinando a poética e a envergadura de tudo. Ainda que as obras não dependam daquele contexto para adquirir significado, certamente a dimensão estética se multiplica em contato com um espaço feito para deslizar nesse entre-lugar da arte. As obras ali expostas parecem ter sido feitas para conviver em bela ressonância com a arquitetura do local.</p>
<p>Naquilo que parece transbordar ao olhar, a grandiosa Pintura, de NUNO RAMOS, cria o impacto comum a seu trabalho, com estilhaços e restos de humanidade, uma espécie de pintura de espessuras, aliás, de muitas dimensões de espessura, onde compreendemos o corpo e a dor da pintura. Há uma tormenta, que parece vir antes da composição da obra e que não abdica de sua sensualidade e de seus fantasmas. A espessura aqui compreende não apenas a materialidade, mas também a densidade simbólica do discurso pictórico. É uma coleta de significantes aparentemente dispersos, que recebem uma conexão dentro de uma lógica, na qual o disperso encontra seu sentido através da ação poética do artista.</p>
<h6><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_05.jpg"><img class="postimg" title="Nuno Ramos - shackelton" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_05.jpg" alt="" width="550" height="365" /><br />
</a>Nuno Ramos</h6>
<p>A produção de Nuno Ramos envolve, atualmente, pintura, escultura e instalação. Sua arte reflete inquietações pessoais e necessidade de renovação da pintura. Para tanto, o artista utiliza diversas técnicas para problematizar a invenção nas artes como o gesto por agregação, justaposição de diversos materiais, onde o expectador pode fazer jogos de signos e significantes na linguagem, codificada com densas camadas de materiais que, soltos no espaço, invadem o olhar com suas espessuras simbólicas.</p>
<p>Através da arquitetura que cria uma imantação com as obras, encontramos duas obras de ADRIANA VAREJÃO, Azulejaria de rodapé sobre pratos, 2000. e Distância, 1996, em que cada imagem é uma passagem para um tempo descontínuo e heterogêneo.</p>
<p>É Walter Benjamin quem afirma que o passado traz consigo um índice misterioso, que o impele à redenção. E é para lá que Varejão nos leva: para esse passado, que só se deixa fixar como imagem que relampeja irreversível, no momento em que é reconhecido. Na obra mais recente, a base imagética sobre a qual a artista lança seus dramas pictóricos torna-se mais rala, como uma programada perda de espessura. Os azulejos já não trazem desenhos inscritos em seu corpo. São modernos, monocromáticos. Severos e cegos, assépticos. Os brancos, como uma tela, sofrem em sua pureza as fissuras da experiência.</p>
<h6><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_04.jpg"><img class="postimg" title="Adriana Varejão" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_04.jpg" alt="" width="550" height="365" /><br />
</a>Adriana Varejão</h6>
<p>Na “prateleira de bar” na obra Distância, garrafas enfileiradas trabalham a existência da linguagem. No código de mensagens, as garrafas com uma carta nadando em óleo não têm rótulo. As garrafas verdes com rótulo de mar têm somente óleo de linhaça. São imagens de mares vindas de aquarelas para expedições de outros desbravadores de mares. As garrafas com rótulo de céu são transparentes. Um céu é de Delacroix. Os demais são variantes criadas por Varejão como passagem do tempo e sua inapreensível dimensão. É necessário estabelecer a comunicação nesse mar de óleo de linhaça, que é o utilizado em pintura. A linguagem se estrutura mesmo no náufrago solitário.</p>
<h6><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_09.jpg"><img class="postimg" title="Nazareth Pacheco" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_09.jpg" alt="" width="550" height="365" /><br />
</a>Nazareth Pacheco</h6>
<p>Ao sentar para descansar, entre o mar de obras do Instituto, se é arremessado ao universo de NAZARETH PACHECO, com a obra da Série: Colares, 1997- Cristais, miçangas, canutilhos, anzóis e acrílico. Seu trabalho todo toca e comove de um jeito único e intenso. Nazareth trata a questão da dor de forma pungente e forte. Ela expõe objetos relacionados ao seu corpo, mas seu corpo é o de todas as mulheres. Através da história construída através das várias cirurgias pelas quais passou, Nazareth acaba expondo os paradoxos do desejo no mundo. É da fala de Louise Bourgeois, com quem estudou, que ela inicia seu trabalho: “O tema da dor é meu campo de batalha, dar significado e forma à frustração e ao sofrimento. A dor é o preço pago pela libertação do formalismo”.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_03.jpg"><img class="postimg" title="IFF" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_03.jpg" alt="" width="550" height="365" /></a></p>
<p>De um belo colar, a obra da artista se estende e quando conhecemos sua imensidão, somos levados a outras produções como corpetes e vestidos. Nazareth produz uma imersão e, ao mesmo tempo, a impossibilidade de penetrar: colares e vestidos impossíveis de tocar, tatear, vestir. O corpo de quem observa fica à margem da cortina, está preso na impossibilidade de desvendar tudo. Tocamos com os olhos a dor que, de longe, podemos apenas tatear. Sente-se na pele o que o corpo não pode alcançar.</p>
<p>Esse encontro produz um misto de sensações que se alternam: proximidade e distância, estranho e familiar, possibilidade e impossibilidade. E é no corpo que experimentamos a obra de Nazareth Pacheco. Tomados pela vertigem de um mundo que estraçalha e esparrama vísceras entre a dor e o êxtase, o corpo fica desnudado diante de tantos objetos cortantes e agudos.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_06.jpg"><img class="postimg alignleft" title="IFF" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_06.jpg" alt="" width="300" height="425" /></a>Bataille afirmava que o sentido último do erotismo é a morte, o que Nazareth parece saber bem, quando traz a baila o que há de mais demoníaco e cruel em todos nós. Prazer e dor são nomes tão enganosos como quaisquer outros.</p>
<p>A morte se coloca como signo de vida também na obra Sete Véus, 1996-Acrílico sobre tecidos, de LEDA CATUNDA, onde camadas da subjetividade feminina são representadas por tecidos de flores sobrepostas até chegar ao preto, deixando espaço para cada interpretação singular. Já dizia o psicanalista francês Jacques Lacan, ao se referir à dialética imaginária: “As roupas não são feitas apenas para esconder o que se tem, no sentido de ter ou não, mas também, precisamente, o que não se tem. Ambas as funções são essenciais. Não se trata, sempre e essencialmente, de esconder o objeto, mas também de esconder a falta de objeto”.</p>
<p>As camadas do feminino se apresentam sempre como enigmáticas e veladas e essa montagem seria o próprio véu. Podemos associar o título deste trabalho à imagem do tecelão que, num regular movimento com os fios, está sempre “tecendo as malhas do véu”. Assim também seria o movimento do sujeito na sua repetitiva confecção do tecido imaginário.</p>
<p>Sobre a função do véu Lacan comenta: “Com a presença do véu, aquilo que está mais além, como falta, tende a se realizar como imagem. Na frente do véu pinta-se a ausência”.</p>
<p>E é o que nos aparece com Leda, que faz uso de uma série de véus, relacionando-os ao sentimento de uma certa ilusão fundamental em todas as relações tecidas pelo desejo. O véu seria o plano imaginário fundamental da relação simbólica.</p>
<p>Nesse plano simbólico, JANAINA TSCHÄPE surge com sua fotografia, na busca pela mesma ambientação insólita de trabalhos anteriores. Segundo ela própria, sua aventura é a de “retratar não o mundo dos sonhos, mas a sensação de estar em um”. Esses sonhos, geralmente perturbadores, muitas vezes representam o corpo como uma moradia bizarra. Bolhas, bexigas, tentáculos de borracha e, no caso da fotografia, uma asa presa, fazem com que os corpos, contraditoriamente, pareçam a um mesmo tempo pesados e leves. Na foto, Sala de espera (Terrace), 2001, ela divaga sem conseguir voar entre um ambiente urbano inóspito &#8211; uma alucinação fotografada em cores que não vibram tão intensamente quanto os azuis, vermelhos, laranjas e verdes impossíveis, incandescentes das fotos na natureza. Na foto o tom é mais esmaecido, e uma mulher parece estar dentro de um sonho. Há uma qualidade narrativa mesmo nas fotografias, enganosamente estáticas, e em todo o seu trabalho, um fascínio pelo insólito, o estranhamento diante dos detalhes e a aproximação entre o animalesco e o divino.</p>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_07.jpg"><img class="postimg alignleft" title="IFF" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/03/30_c_07.jpg" alt="" width="219" height="285" /></a>Também nas fotografias caminhamos no território do mínimo e da sutileza, e esbarramos em MASAO YAMAMOTO, com pequenas fotos, quase sempre realizadas em pequenos formatos e séries extensas. O ordinário sempre se revelando como algo de extrema importância. Suas imagens são expostas às ações externas, em alguns casos o artista carrega em seu bolso as pequenas fotografias. Com esse deslocamento o papel fotográfico sofre alterações: manchas, rasgos e vincos, fazendo com que as imagens tenham seu tempo dilatado.</p>
<p>Na atmosfera de travessia, estão as esculturas de WALTÉRCIO CALDAS. Em aço inoxidável, em ferro de pouca espessura, em tiras de madeira ou fios de lã ou nylon, são desenhos tridimensionais que conduzem o olho de cá para lá, impedindo-o de fixar-se num único plano. Ante essas grafias no ar, o olhar errante do observador, de tanto experimentar as distâncias, acaba por atribuir densidade ao vazio. Essas peças sem peso introduzem no vácuo a brancura da página da poesia “Coup de Dés” (Lance de Dados) de Mallarmé- lugar para onde somos arremessados ao adentrar o universo magnífico do Instituto Figueiredo Ferraz, e de onde podemos conhecer e viver a experiência enigmática da arte.</p>
<h6>Para ver: Instituto Figueiredo Ferraz &#8211; Rua Maestro Ignácio Stábile 200 &#8211; Ribeirão Preto SP tel 16 3623 2261 &#8211; <a title="institutofigueiredoferraz.com.br" href="http://www.institutofigueiredoferraz.com.br" target="_blank">institutofigueiredoferraz.com.br</a></h6>
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		<title>Arquitetura democrática</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 22:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho B]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[Open House]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias 17 e 18 de setembro aconteceu em Londres o Open House, evento que todos os anos abre as portas de mais de 700 obras arquitetônicas da cidade para visitação pública. Com entrada gratuita, engloba edifícios de várias funções, desde governamentais até residenciais, passando por hoteis, teatros e até mesmo a prefeitura da cidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>por: Débora Foresti</h6>
<h5>Uma série de eventos em Londres mostra que apreciar arquitetura não é apenas privilégio de poucos: ela é mais acessível do que se pode imaginar!</h5>
<h6><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_b_011.jpg"><img class="postimg" title="Lloyd’s Building | Foto: Anny Sun" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_b_011.jpg" alt="" width="550" height="804" /><br />
</a>Lloyd’s Building | Foto: Anny Sun</h6>
<p>Setembro foi um mês pra lá de movimentado em Londres. Parece que turistas e moradores fazem o possível para estender cada minuto do final do verão: voltar pra casa no final do dia é sempre a última alternativa. Mas não é só para os pubs que todo mundo corre! O burburinho fica ainda mais interessante graças a uma série de eventos que rolam paralelamente e colocam a capital inglesa em um patamar elevado pra quem curte arte, moda, design e arquitetura.</p>
<p>Fashionistas e amantes do design cruzam caminhos, já que a London Fashion Week e o London Design Festival acontecem paralelamente. Mas a programação cultural vai ainda mais além: nos dias 17 e 18 de setembro aconteceu o Open House, evento que anualmente abre as portas de mais de 700 obras arquitetônicas para visitação pública. Com entrada gratuita, engloba edifícios de várias funções, desde governamentais até residenciais, passando por hoteis, teatros e até mesmo a prefeitura da cidade, que tem exterior em formato inusitado e volta e meia é chamado de “ovo” pelos turistas. Foi um final de semana intenso, já que a maioria desses lugares não recebe visitantes ocasionais durante o resto do ano.</p>
<p>A ideia que permeia o Open House é mostrar que bom design é essencial para criar uma cidade vibrante e agradável, com espaços interessantes onde as pessoas queiram morar e trabalhar. O evento conta também com passeios guiados, nos quais é possível descobrir como determinado prédio ou região vem se transformando ao longo do tempo. Isso, afirmam os organizadores, afeta a maneira como as pessoas se sentem em relação a cidade e também o modo como vivem.</p>
<p>Uma das atrações mais bacanas, principalmente para quem é do meio, são os escritórios de arquitetura participantes. Pra quem sempre sonhou em trabalhar em um estúdio do porte de Foster+Partners, por exemplo, fica a chance de dar uma espiada e conhecer um pouco mais sobre o funcionamento desses lugares, que hoje em dia já tem o status de ícones.</p>
<p>E para os antropológicos de plantão, o Open House é uma ótima oportunidade de explorar a maneira como os ingleses vivem. Mais de 60 residências são abertas e várias delas com tours guiados: é possível mergulhar, nem que seja apenas de leve, na rotina dessas pessoas e pescar informações dos guias, especialistas e conhecedores do “viver” britânico. Essa interação entre público, experts e arquitetura traz um leque imenso de benefícios, e a arquitetura também sai ganhando: ela se renova ao explorar, analisar e entender o passado, já que a partir disso os arquitetos tentam planejar espaços de melhor qualidade para o futuro.</p>
<h6><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_b_021.jpg"><img class="postimg" title="Catedral de St Paul’s | Foto: Gilbert McC" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_b_021.jpg" alt="" width="550" height="384" /><br />
</a>Catedral de St Paul’s | Foto: Gilbert McC</h6>
<p>A quantidade de projetos arquitetônicos de boa qualidade, ou planejados por arquitetos reconhecidos internacionalmente, é enorme em Londres. A variedade dos edifícios &#8211; históricos, modernos e contemporâneos – e de suas funções – do gover-no, residenciais, culturais &#8211; também contribui muito para que o público (não apenas pessoas que trabalham com arquitetura e design) sinta-se em posição de explorar, comentar, analisar e criticar os espaços em que vivem, trabalham e se divertem. Desse modo, a arquitetura passa a ser objeto de interesse de todos nós, que interagimos da maneira mais espontânea e trivial com a obra, fazendo com que arquitetos e designers busquem saídas cada vez mais inteligentes para seus projetos.</p>
<p>Algumas das obras abertas ao público esse ano incluiram: Lloyd’s Building (escritório da companhia de seguros de mesmo nome, projetado por Sir Richard Rogers), City Hall (prefeitura de Londres, projetada por Foster+Partners), Ravensbourne (universidade, projetada por Foreign Office Architects, projeto ganhador do RIBA award em2011), e Zog House (residência, projetada por Groves Natcheva Architects, projeto ganhador do RIBA award em 2009).</p>
<p><strong>Apreciar e amplificar o interesse</strong> &#8211; Outros eventos tem oferecido a oportunidade de interação entre público e arquitetura/design, como é o caso da recente instalação na Catedral de St Paul’s, assinada pelo arquiteto John Pawson, a qual fez parte do calendário oficial do London Design Festival e ficou aberta para visitação durante uma semana no fim do mês de setembro. A instalação (localizada em um escadaria que geralmente é fechada para visitação), entitulada de Crystal Palace, consistia em um cristal côncavo que senta em um espelho na parte inferior da escada em espiral. No topo da escada, foi colocado um espelho convexo. Atuando em conjunto, esses dispositivos ópticos resultaram, para os visitantes reunidos em volta do hemisfério, em uma imagem composta da visão do térreo até o topo da torre e uma perspectiva do topo ao térreo. Dessa maneira, o público pode visualizar detalhes, perspectivas e materiais que passariam desabercebidos antes. Ou seja, Pawson interferiu sutilmente na obra prima de Sir Christopher Wren (arquiteto da Catedral), de forma a deixá-la ainda mais acessível, enaltecendo cada detalhe de um espaço já magnífico por si só.</p>
<h6><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_b_031.jpg"><img class="postimg" title="Foreign Office &amp; India Office | Foto: Nick woodford" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_b_031.jpg" alt="" width="550" height="821" /><br />
</a>Foreign Office &amp; India Office | Foto: Nick woodford</h6>
<p>Outra instalação temporária que aproxima a arquitetura do usuário é Serpentine Pavilion. Todo ano um arquiteto é convidado para desenvolver uma estrutura em frente a Serpentine Gallery (galeria de arte e design que fica dentro do parque Kensington Gardens) e em 2011 o pavilhão saiu da prancheta do arquiteto Peter Zumthor. Batizado de Hortus Conclusus, a construção (que durou de 1 de julho a 16 de outubro) consistia em um jardim cheio de flores (colaboração de Piet Oudolf) cercado por corredores cobertos de madeira, pintados de preto. Segundo Zumthor, a ideia é que o visitante, após ter percorrido uma zona escura e estreita, saísse em meio a um lindo jardim, um local para relaxar e apreciar a variedade de plantas e flores, além de aproveitar o ar livre e o sol, que era o coração e foco da obra.</p>
<p>Com todos esses eventos e instalaçõess, a arquitetura e o design se tornam partes intrínsecas da vida londrina e fazem com que os espaços ou objetos criados para os mais diferentes usos se tornem menos utopia e mais realidade. Planejando uma ida a Londres em 2012? Setembro promete!</p>
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		<title>Basso &amp; Brooke</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 18:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estilo B]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Basso & Brooke]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa correspondente de moda, Schelay McCarter, entrevistou Bruno Basso após a apresentação de sua coleção primavera verão 2012 na London Fashion Week.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Revista B entrevista</h2>
<h6>por Schelay McCarter</h6>
<p><a href="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_a_011.jpg"><img class="postimg" title="Basso &amp; Brooke" src="http://www.revistab.com.br/wp-content/uploads/2012/02/30_a_011.jpg" alt="" width="550" height="550" /></a></p>
<p>A grife da dupla Anglo-brasileira Basso &amp; Brooke faz parte do cenário da moda londrina desde 2004 quando receberam o prestigiado prêmio Fashion Fringe. O reconhecimento do uso inovador e revolucionário de estampas digitais foi confirmado quando a Vogue incluiu a dupla na sua lista de <em>“ones to watch”</em>, que também conquistou a premiação de melhor Designer no Elle Style Awards.</p>
<p>Christopher Brooks nasceu em Newark-On-Trent na Inglaterra e completou seus estudos em moda na famosa escola Central Saint Martins em Londres, seguindo os passos de outros talentos como Alexander McQueen, Stella McCartney e John Galliano entre outros. Bruno Basso nasceu em Santos, Brasil. Ele se mudou para a Europa atraído pelas oportunidades e desafios oferecidos na área criativa. A formação de Bruno é na área de propaganda e marketing, mas seu interesse por estamparia ganhou nova vida com os cortes simples e bem estruturados de Christopher Brooke.</p>
<p>Em 2009, Michelle Obama foi fotografada vestindo uma peça da dupla Basso &amp; Brooke, uma das primeiras marcas do Reino Unido vestidas pela primeira dama americana. A marca representa uma versão moderna dos ícones da moda britânica dos anos 70: Ozzie Clarke e Celia Birtwell. Em paralelo a revolução da comunicação digital em grande parte trazida pela Apple, as estampas formadas digitalmente como as de Basso &amp; Brooke e Alexander McQueen, definem o estilo da modernidade no novo milênio, da mesma forma que a estampa de Birtwell reflete o estilo dos anos 70 ou o walkman representa os anos 80. Como prova a primeira peça com estampa digital da dupla está guardada no Instituto de Vestimentas do New York Metropolitan Museum. A concepção da grife incluí além das coleções de roupas linhas de decoração de interiores, o que Basso considera uma extensão natural do seu trabalho uma vez que qualquer superfície pode receber suas estampas.</p>
<p>No encontro com Bruno Basso após a apresentação de sua coleção primavera verão 2012 na semana de moda de Londres, conversamos sobre o processo criativo que deu o tom e a forma da atual coleção. Na busca por inspirações, Bruno saiu em uma viagem fantástica de Londres até Beijing. Dirigindo seu carro durante semanas acompanhando o crepúsculo constante da Sibéria, Bruno cria uma referência entre o pôr do sol nas planícies siberianas com suas lembranças do Brasil, onde cores tropicais e vegetação abundante criam o estranho realismo e o construtivismo de sua arte.</p>
<p>As formas elegantes e equilibradas criadas por Christopher Brooke servem como espaço ideal para exibir as imagens de Bruno. O efeito elegante e inusitado é marca registrada da dupla.</p>
<p><strong>Bruno Basso – Você nasceu em Santos no Brasil, poderia nos contar sobre seu tempo lá?</strong></p>
<p>Todas as recordações da minha infância são incríveis, eu nasci e cresci morando perto do mar, olhar o oceano todos os dias me deu uma sensação de amplitude, curiosidade e liberdade. Eu estudei Jornalismo e Propaganda e comecei a trabalhar ainda bem jovem como um diretor de arte junior. Eu sempre ia para o trabalho me sentindo contente porque estava fazendo o que gostava e sabia que meu futuro seria nesta área de criação. Ainda tenho grandes amigos lá e de tempo em tempo consigo dar uma pausa no trabalho e ir visitá-los.</p>
<p><strong>O que fez você mudar para o Reino Unido?</strong></p>
<p>Inicialmente, o objetivo era estudar sinestesia, mas depois de duas semanas encontrei o Chris e começamos a colaborar em diferentes projetos criativos.</p>
<p><strong>O Brasil se tornou um importante centro de moda, aonde podemos encontrar a sua marca em São Paulo?</strong></p>
<p>Em breve estaremos vendendo nossas coleções exclusivamente em uma nova loja na Vila Nova Conceição em São Paulo.</p>
<p><strong>Do que você sente falta do Brasil?</strong></p>
<p>Mesmo depois de muitos anos morando em Londres eu ainda penso no Brasil quase diariamente, e embora não seja nostálgico sobre minha vida lá, eu fico contente em pensar na felicidade e alegria do povo brasileiro. Nossa cozinha regional é exótica e deliciosa, nossa cultura popular é rica e nosso modo de viver é mais tranqüilo no sentido em que nós não planejamos tanto a vida e as coisas acontecem mais naturalmente. É difícil de explicar este sentimento especialmente estando imerso em uma outra cultura totalmente diferente, mas igualmente fascinante, como a britânica.</p>
<p><strong>Como você trabalha suas ideias atuais para cada coleção?</strong></p>
<p>Conversando e refletindo constantemente. A moda é um exemplo único na indústria do desenho onde ideias devem ser repensadas de seis em seis meses, o sucesso depende muito do estilo de cada estação. É um desafio constante e nos faz ficar sempre atentos com novidades em tecnologia, arte e design, movimentos sócio-políticos e o momento econômico, todos estes fatores influenciam nossa interpretação do mundo e como respondemos aos desejos e aspirações do consumidor de moda. Não se trata de intelectualizar o conceito de vestir, mas de criar algo que seja adequado ao momento. Outro aspecto interessante de nossa parceria é que temos formações diferentes, eu sou da área de design gráfico e o Chris tem formação em moda. Cada um tem seus próprios pontos de referência que muitas vezes se cruzam, mas outras não, e esta divergência nos dá uma visão única no design de moda.</p>
<p><strong>Quais são as principais influências na coleção Primavera/Verão 2012?</strong></p>
<p>Para mim, a jornada para a liberdade foi uma experiência literal, uma expedição de carro de Londres até Beijing. Dirigindo por semanas através do crepúsculo Siberiano sem fim num cenário desolador e brutal, ali as fundações para esta coleção foram criadas: linhas duras e angulares, alto contraste, estruturas fortes – a essência do construtivismo. E para dar alívio a esta realidade diária monocromática, eu comecei a imaginar interjeções de cor cada vez mais absurdas e estranhas – um construtivismo tropical onde folhagens com silhueta marcante se chocam contra imagens marinhas distorcidas e texturas artificiais explodem contra o pôr do sol. Prosseguindo na viagem, uma segunda ideia apareceu, uma que questiona o que define uma coleção. Ao invés de produzir um conjunto bem comportado de estampas relacionadas, porque não explorar a evolução de roupa para roupa? Desta forma nós observamos cada estampa contendo as sementes da próxima e sucessivamente numa jornada através das roupas. Em contraste com o Chris, o arquiteto das roupas, a liberdade recém achada foi de origem interna. Ao receber os tecidos com as estampas ele transformou figuras planas em formas multidimensionais usando dobras e dando vida às imagens. Técnicas complexas de execução foram usadas ao mesmo tempo mantendo a impressão de simplicidade e leveza nas peças.</p>
<p><strong>A quais fatores vocês atribuiriam ao sucesso da marca?</strong></p>
<p>Claro que talento é essencial, mas também determinação, curiosidade, praticidade, esforço constante e troca permanente de ideias são importantes. E o fato de que somos pioneiros no uso de estampas digitais na indústria da moda.</p>
<p><strong>Quais são suas ambições para a marca?</strong></p>
<p>Como nosso trabalho é baseado nas estampas, as possibilidades são infinitas – toda superfície pode ser estampada. Estamos bastante entusiasmados com um novo projeto para um hotel e restaurante, onde os clientes são imersos na experiência digital de Basso &amp; Brooke – isto será um sonho.</p>
<p><strong>Vocês considerariam uma proposta para trabalhar num grande grupo de moda como o LVMH?</strong></p>
<p>Claro, nós já trabalhamos para um outro grande grupo de moda, Aeffe, por vários anos.</p>
<p><strong>Como é iniciar um negócio de moda no Reino Unido?</strong></p>
<p>Existe um apoio fantástico para novos talentos no Reino Unido e Londres, especialmente é um ponto de referência de novas ideias na indústria da moda. Nós fomos os ganhadores do primeiro prêmio Fashion Fringe em 2004, uma iniciativa criada pelo historiador de moda e jornalista Colin MacDowell. Isto nos impulsionou a criar nossa marca e nos projetou no mercado internacional.</p>
<p><strong>A crise econômica afetou a sua indústria?</strong></p>
<p>Afetou todo mundo, mas tiramos vantagem de uma situação negativa e nos tornamos mais criativos e buscando novas alternativas. É importante evoluir e buscar novos mercados e territórios. A indústria da moda está constantemente buscando o novo e isto é sempre um desafio independentemente da realidade econômica. O desafio é oferecer ao cliente o que ele procura, mas ao mesmo tempo de forma inovadora, desejável e que chame a atenção. Uma coisa depende da outra.</p>
<p><strong>Quem ou o que foi a maior influência nas suas carreiras?</strong></p>
<p>Bruno: Ettore Sottsass &#8211; Chris: Minha mãe</p>
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